terça-feira, 31 de julho de 2012

Viver nas alturas

Como todas, ou quase todas as mulheres, adoro sapatos. Não sei que poder é esse que o objecto sapato tem sobre nós... mas já merecia um estudo.  

Apesar de considerar os sapatos altos mais apelativos e tentadores, as minhas escolhas recaem sempre nos rasteirinhos. São mais práticos, mais confortáveis e menos perigosos.

No dia a dia o conforto é uma prioridade máxima. Para andar carregada com tralha, para correr para aqui e para ali e para evitar figuras tristes opto sempre por umas sabrinhas, sandálias rasas ou uns oxford.

Mas confesso que ao ver revistas de moda e ao consultar catálogos online oiço sempre o meu litle devil de um lado a dizer: "compra; compra que são tão giros; compra que vão ficar-te tão bem" e logo em seguida vem o litle angel: "não compres que não vais usar; já tens muitos desses; não compres que ainda te esborrachas com isso"... e pronto, nesta indecisão fecho a página e penso noutra coisa. A mim sempre me ensinaram que quando se quer algo que não se "pode" ter mais vale sentarmo-nos um bocadinho à espera que a vontade passe. 

De uma forma geral, sempre achei que andava bem de sapatos altos e os suportava sem problemas, mas com o aumento de peso comecei a ter mais dificuldades em calçá-los. Tenho mesmo medo de me estronchar toda no chão (como aconteceu no aeroporto quando ia de lua de mel. Caí do alto de umas lindas sandálias de cunha e fiquei com uma valente nódoa negra na perna e com a piedade de todos os que viram e foram acudir. Ah... Isto para não falar dos risinhos meio disfarçados. Eu também me tentei rir, mas doía que se fartava. Conclusão: sandálias novas e arrumadas forever).

Também diga-se de passagem que a nossa calçada não foi pensada para uso de saltos. Quantas vezes já fiquei eu presa entre as pedras, isto para não falar na quantidade absurda de saltos riscados à pala delas e de capas que me saltaram.

Como se isto não bastasse, existe ainda a água dos ares condicionados mal instalados que pinga e espalha-se pelas ruas e basta uma sola mais escorregadia e lá vamos nós fazer Snowboard pela multidão.

Não dá... definitivamente não dá. Saltinhos são só para as madames que saem do carro e sobem de elevador para o trabalho e vice versa, o resto das mortais terá sempre este tipo de problemas.

Dito isto e assim numa grande dose de loucura, dei ouvidos ao meu litle devil e vou MESMO comprar umas botinhas altas para este inverno de 2012.  

Jeffrey Campbell lita Spike wait for mom.


5 comentários:

  1. Gosto muito de sapatos também. pessoalmente sinto-me mais segura com sabrinas ou ténis:) Mas considero os saltos altos, sandálias e botas de salto alto, muito elegantes...mas no dia à dia, torna-se complicado andar, de um lado para o outro, a apanhar transportes, na nossa calçada, com sapatos de salto muito alto. Escolho esses, para ocasiões especiais e confortáveis hehehe. Eu voto nos saltos com cunha, que conseguem ser extremamente confortáveis e elegantes ao mesmo tempo, ou então aqueles saltos de 3 cms que são bonitos e ao mesmo tempo são confortáveis para os nossos pés e a nossa coluna agradece:) Porque a verdade é que tanbém os saltos muito rasos, fazem mal...à coluna.
    Qualquer mulher gosta de um belo de um sapato:)
    Para mim um bonito sapato é como um bonito corte/pintura de cabelo...podemos até estar vestidas com uma roupa singela mas se tivermos um sapato bonito e um cabelo bonito, estaremos sempre bem!:)

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  2. Não acredito! Vais comprar umas botas iguais às da foto? Eu adoro ver uns sapatos/ botas de salto mas fico-me pelo olhar porque, tal como tu, no dia a dia não consigo, com muita pena minha :(

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  3. Vou sim :) Dizem que apesar de altas estas botas são super confortáveis. A ver vamos :p Claro que vou usá-las só em dias especiais, para o dia a dia ando com outras ideias :p

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  4. O medo que eu tenho dessas ideias!!

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  5. Eu aposto que sapato mostra muito de nós em alguns momentos, funcionam como um estado de espírito. Um belo salto é capaz de mover montanhas desde que o andar funcione de acordo...lol...caso contrário, quem se move para descobrir mais de perto a beleza das calçadas portuguesas somos nós. Declaradamente quem criou esta bela calçada foi um homem, ele não pensou nos sapatos femininos ;)

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