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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

O preço das Unhas de gel!

Meninos e meninas, antes de mais, quero uma salva de palmas para o meu regresso!!! :D

Agora sim, vamos dar inicio a esta fantástica dissertação sobre unhas, manutenção de unhas de gel e manicure no geral.

Não sei como tem sido convosco mas o meu percurso unhistico tem sido bastante atribulado.

Aderi ao gel em 2008 mais coisa, menos coisa. Comecei pela Nails4us onde uma manutenção custava a modica quantia de 40€ que facilmente podia atingir os 45€/50€ se pretendesse alguma unha especial (com uma zebra por exemplo), algum enfeite (como brilhantes, etc) ou um pircieng (sim! Usavam-se argolas nas unhas na altura). Rapidamente considerei que dar em certos meses 80€ por unhas estava um bocadinho fora do meu orçamento e procurei um novo local.

Sobre a Nails4US só tenho a dizer bem. O atendimento era fantástico, sempre na hora marcada, os produtos eram bons, as profissionais competentes e em cerca de uma hora estava despachadinha e ia à minha vida. O único issue aqui era realmente o preço, mas depois lá está, a qualidade paga-se.

Na minha busca por um local com preços mais acessiveis mas semelhante qualidade comecei a frequentar um salãozeco na Póvoa de Santa Iria. O valor rondava os 15€ mas ficava muito áquem da Nails4US e toda a gente sabe que passar de cavalo para burro nunca nos deixa propriamente satisfeitos. Dei várias segundas oportunidades, saí várias vezes com as unhas tortas, mal pintadas, mas como desenvolvi uma amizade com a Sra. que me atendia optei por continuar.

Mas (há sempre um mas) chegou o dia em que me cansei de marcar às 19h00 e ser atendida às 20h00 porque decidiram pelo meio atender a Maria Francisca que não tinha marcação e com isso atrasaram a minha. Dia, em que também me cansei de estar a ser atendida ao mesmo tempo que outra pessoa e ficar com um trabalho ainda mais imperfeito do que o usual. Dia em que tive a ousadia de pedir para tirar as unhas e não me apeteceu sorrir como de costume. E pronto... aí a coisa azedou. A Sra. D. do salão, cheia de propriedade, resolveu tentar dar-me um sermão dizendo entre outras coisas que não tinha culpa que a vida me corresse mal e que aquilo não era atitude que se tivesse. Qual? Perguntam vocês! Tirar as unhas de gel e não esboçar um sorriso por estar sentada num banco de criança a ser atendida ao mesmo tempo que outra fofinha? Ou por me queixar levemente pela manicure me arrancar bifes ao mesmo tempo que corta as unhas sem o minimo cuidado? Pois não sei... Mas recordo-me de lhe ter dito que talvez fosse boa ideia estar caladinha já que não passa recibos e isso não é propriamente muito legal e pronto foi remédio santo. A senhora voltou a perceber qual era o seu lugar.

Não pensei que estou a ser mazinha, muito pelo contrário. Só não me faz sentido alguém responsável por um estabelecimento ter a audácia de ligar a um cliente a pedir explicações do que quer que seja. No minimo tentar averiguar o que aconteceu, desculpar-se ou tentar compor a situação. Nunca, jamais e em tempo algum atacar o cliente sem saber sequer o que se passou. Mas pela minha experiência os profissionais deste ramo não têm grande noção do que é atendimento de excelência, ou melhor, não tem noção do que é atendimento, ponto. 

Apesar da generalização acredito MESMO que há pessoas competentes no ramo. Quero apenas acreditar que tenho tido MUITO AZAR.

Quando voltei às unhas, optei por um local em Odivelas onde nada tenho a apontar quanto à qualidade mas que mais um vez tinha de esperar uma hora para ser atendida, ou seja, marcação às 19h00, atendimento às 20h00. Aqui pagava cerca de 20€ e só deixei de ir porque resolvi tirar o gel e fazer algum tempo de descanso. 

Pelos inicios de 2015 decidi que era hora de voltar ao gel. Verdade seja dita que para mim é muito mais pratico que o verniz. Dura 3 a 4 semanas sem escamar, sem ficar feio e o verniz para mim era só uma dor de cabeça que tinha de ter de 2 em dois dias.

Nesta altura optei por um salão na Portela de Sacavém. Era e é um low cost com muita afluência e qualidade q.b. O valor era de 17€. A moça que atendia não era muito dada a sorrisos mas era bastante rápida que é o que se quer. Demorava cerca de 45 a 60 minutos a fazer umas unhas e ficavam bastante perfeitinhas. O problema era se quisesse algo mais arrojado. Aí, esqueçam. Não havia nem abertura, nem disponibilidade, nem espirito criativo. Confesso que isso me chateava um pouco, mas certamente continuaria a fazer as unhas neste local caso não me tivesse mudado e quisesse encontrar algo mais próximo de casa.

Tentei um pequeno salão na Costa da Caparica em que a primeira aplicação era de 15€ e as restantes manutenções 13€. O valor é bastante baixinho, não acham? Pois... o método, a meu ver, também. Parecia que faltavam utensilios, não havia esterilizador e cada manutenção implicava retirar o gel na totalidade e voltar a aplicar. Conseguem imaginar a violência que isto é para as unhas? Nunca em tempo algum vi uma manutenção assim nem pretendia ver mais. Fui uma vez, achei que com isto as minhas unhas ficaram danificadas e resolvi fazer o descanso de 1 mês.

E isto traz-nos ao presente. Passado um mês e meio. Já com unhinhas novas e sem vestigios das danificadas procurei um novo local para aplicar o gel. Descobri um sitio no Feijó por 15€. A página de Facebook estava recheada de trabalhos giros e modernos e eu achei que valia a pena tentar.

A primeira vez correu bem. Mas a segunda... ai a segunda...

Juro que se não tivesse mesmo, mas MESMO de fazer as unhas me tinha levantado mandado alguém  à merda e ido à minha vidinha.

A moça demorou duas horas a fazer uma manutenção simples em que as unhas foram pintadas TODAS da mesma cor. Cada vez que pegava numa unha dava uma limadela e parava para contar uma historia da sua vida. Não, não a mim que mal abria a boca e só rezava para que ela se calasse, mas à cliente que a colega estava a atender. Isto aconteceu uma vez, duas vezes, três vezes, quatro vezes e ao fim de 20 vezes eu já desesperava a ver o tempo a passar. 

Atenção, que ela não se limitava a contar, ela tinha também de gritar como se naquela loja de 20 m2 estivesse uma plateia de 200 pessoas. Acreditem que saí de lá a saber quantas ecografias se faz pelo público e quantas se fazem pelo privado. Quanto ela paga pelo seguro de saude, onde está a ser acompanhada, onde quer parir, como se vai chamar a criança, as histórias de partos de toda a sua familia e amigas, o que come, quantas vezes caga, onde vive, como dorme... a sério... foi DESESPERANTE.

No meio disto, houve asneirada com fatura e a cereja, a cerejinha no topo do bolo: falar sobre outras clientes e não propriamente de forma elogiosa. O que eu acho só assim uma coisa de péssimo tom. 

Não contente com isto e não satisfeita com o meu silencio, a criatura ainda se dirige a mim como que cobrando informação da minha parte. Se tenho seguro de saúde, se pretendo parir no público, no privado ou num penico lá em casa. E eu disse apenas que não sou de falar muito. E não. 

Passo o dia inteiro a falar, pelo que ao final do mesmo gosto de algum silêncio e dar um certo descanso à lingua e ao cérebro. Ainda assim, quem me conhece sabe que em ambientes onde não estou confortável não sou muito expansiva, sobretudo se estiver a rezar para alguém se calar. A criatura utiliza então o facto de "eu ser caladinha" para dizer que eu era boa para parir no público porque ao contrário dela, aceitaria tudo o que me dissessem sem piar, enquanto ela desce do salto e arma a barraca se achar que a epidural devia ser dada no calcanhar e não nas costas. 

Deus da estupidez, se realmente existes, o que te deu para concentrar tanta quantidade numa só pessoa?

A sério, será que é de mim? Porque eu saí de lá com a péssima sensação de que ficaram a falar mal de mim. Saí saturada, irritada e a pensar se o problema será meu. Será? Será que sou eu a inadaptada? Será que sou anti social? Será que para ser manicure é critério esventrar a sua privada e dos restantes enquanto atendem? Será que os berros são normais? Será que é normal começar a tirar ilações sobre o melhor local para uma cliente, que não conhece de lado nenhum, parir? Será que é normal parar de 5 em 5 segundos para conversar, ou mostrar os sobrinhos no facebook, ou a cliente maneta que destesta? Será que isto é normal?

É Pah! Não! Não acho normal, não acho profissional e penso que é uma ótima forma de perder clientes. 

O que não falta são salões onde podemos fazer as unhas de gel. Isto está dificil de acertar mas penso que será uma questão de tempo e se tiver de testar 100 até encontrar um espaço onde me sinta confortável e considere que existe uma boa relação qualidade-preço, que assim seja. Agora, recuso-me a achar isto algo normal. 

Remarquei manutenção para o final do mês. Quero acreditar que a moça estava apenas drogada ou com as hormonas demasiado aos saltos para conseguir ter uma postura decente no seu local de trabalho. Quero dar um segunda oportunidade porque sinceramente não me apetece andar novamente à procura de um sitio fixe e sim, ela faz um bom trabalho, caso contrario não voltaria. Mas como gosto do resultado final vou tentar novamente.  

Não sei se há mais alguém por aí com este tipo de "problemas" ou se fui eu apenas, a feliz contemplada com profissionais deste calibre. E a sério, não é esquisitice minha, por mais que não seja uma pessoa muito conversora acho que para tudo há um limite. 

E pronto, era só isto que queria partilhar convosco. Amanhã há mais! :)



terça-feira, 7 de agosto de 2012

Cuckold e Hotwife

AN?

(Pausa para respirar fundo)

Pois é, se a imprensa, a rádio e a televisão quebraram fronteiras e aproximaram nações, e culturas, numa expansão e propagação quase que imediata da informação em qualquer parte do mundo, a verdade é que a Internet ganha pelo poder absoluto de ter tudo à distancia de um clique de uma forma totalmente interativa.

Até aqui nenhuma novidade. Novidades são aquelas que vamos encontrando sempre que nos dedicamos a explorar um pouco mais o universo cibernauta ainda longe da deep web. Dizem que no fundo há de tudo um pouco, ao nível do argumento mais aterrorizante de Hollywood. Cá mais para cima cruzam-se informações, partilham-se experiências, conhecem-se novas pessoas, dão-se conselhos sobre tudo e mais um pouco… e sugerem-se passeios, viagens, restaurantes, etc na orla do lifestyle.

Pois bem, era aqui que queria chegar – lifestyle. Todos nós temos uma forma diferente de estar na vida. É certo que existem características em comum e existe mesmo um percurso pré-fabricado pela sociedade e amplamente culturalizado que nos é inculcado desde a infância.  Contudo, nos dias de hoje nem todas as mulheres casam aos 20 e poucos; nem todas têm filhos antes do 30; nem todas nascem mulher e querem continuar a sê-lo; nem todas querem seguir esse percurso pré-estipulado e “desafiam” a sociedade preconceituosa em prol do estilo de vida que realmente as satisfaz e realiza.

Se isto acontece num universo “público”, no “privado” há ainda uma maior riqueza em termos de variedade. Existem infinitos fetiches e fantasias, alguns confesso mesmo que nunca vou entender, mas não julgo ou recrimino, no máximo penso que jamais conseguiria viver daquela forma, mas se “eles” são felizes, óptimo. Penso que toda a gente já ouviu falar dos fetiches por pés, do sado maso, da submissão do homem às mãos de uma mulher e vice versa, do swing, MAS, e aqui confesso a minha ignorância, nunca tinha ouvido falar em Cuckold e Hotwife.

(se a partir daqui disser alguma coisa errada, agradeço correcção)

Segundo consta, este estilo de vida caracteriza-se pelo marido “cornudo” que permite que a sua mulher – HOTWIFE – faça sexo com os chamados “machos comedores” (grande lol) podendo assistir ou não ao “espectáculo”. O marido deve ser submisso e obediente, caso contrário será castigado. A mulher deve ser uma grande “puta” e basicamente fazer um tour pelos motéis com os gajos que lhe apetecer e mais um pouco. Em certos casos o marido pode mesmo usar um cinto de castidade (nunca tinha visto os masculinos), estando desta forma completamente subjugado às vontades da sua doce esposa.

Segundo a Wikipédia “Cuckold vem do inglês cuckoo e faz referência à ave enganada pelo cuco a incubar os seus ovos e criar os seus filhotes. O termo em inglês foi adaptado do seu significado normal, que significa corno. Assim, uma pessoa "cuckold" é aquela que gosta de imaginar, de saber ou de ver, o próprio companheiro tendo prazer com outra pessoa (ou pessoas). Pode ter origem em diferentes interesses passando pelo prazer no ciúme (zelofilia), submissão, humilhação, prazer e medo da traição, voyeurismo. “

 …. Tive conhecimento desta “forma de vida” através do blog “o corno da Suzy” e achei qualquer coisa de outro mundo, por estar tão distante da minha realidade, das realidades que conheço, do que é tido como convencional e correcto e também porque jamais conseguiria viver assim. Acho que vale a pena ler alguns textos, conhecer um pouco mais e se quiserem deixem a vossa opinião :p 

 
Bye bye

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